20 novembro 2013

São Paulo e os livros

Todas as vezes que vou a São Paulo volto a beira da falência e com malas estourando. Só que ao invés de shopping centers e 25 de março, eu gasto todo o meu dinheiro nos sebos de Pinheiros. Ano passado, quando fui ao show do Paradise Lost, conheci pela primeira vez a Livraria Cultura e senti que estava no paraíso. A data coincidiu com meu aniversário, e ao encontrar minhas queridas amigas do Dose Literária (blog literário que fiz parte até meados deste ano), recebi uma quantidade quase absurda de livros de presente. Essa brincadeira totalizou 15 livros (lista aqui).

primeiro dia de compras

Este ano pude retornar com um pouco mais de calma a São Paulo, e novamente comprei bastante coisa. Logo que cheguei a Michelle me levou a um sebo (que não me lembro o nome agora) maravilhoso. Eu não tenho palavras pra descrever aquele lugar. Prateleiras organizadas, funcionários que sabiam onde estava e o que era cada coisa. Alguns até entravam na conversa pra comentar sobre certos títulos, além de nos deixar super a vontade pra procurar o que queríamos. Lá encontrei um livro do Edgar Allan Poe muito, mas muito especial e antigo. 

Na FNAC pude encontrar alguns títulos a R$4,99, e comprei meio às cegas. Encontrei algumas coisas que estavam na wishlist já meses, e ganhei três livros da Eni. Além disso encontrei o Paraíso Perdido de Milton, livro que sempre quis ter mas em alguma edição especial e não encontrava. Esse, primeiro de baixo pra cima na foto, tem ilustrações do Gustave Doré e é da década de 50 e custou TRINTA reais. 

16 livros comprados e ganhados em São Paulo este ano
No dia em que a Michelle me levou na Augusta, passamos em um sebo que fica numa ruazinha adjacente, e acontece que o sebo havia se dividido em 2 e o novo era uma coisa absurda de linda. Pretendo falar mais sobre ele num futuro post, mas tenho certeza que foi o lugar que mais gostei de estar em São Paulo.

Na minha cidade não tem livraria? Tem. Poucas. A grande maioria especialista em best-seller, com pouca coisa que fuja do que está "bombando". Os sebos fecham porque falem. Os que ainda estão abertos não vendem a um preço justo nem tem um mínimo de organização necessária pra alguém encontrar o que quer que seja, nem iluminação propícia, nem ventilação. Eu desisti de comprar livros aqui tem muito tempo. E amo São Paulo e suas livrarias, e seus habitantes que amam livros.


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